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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

poema a quatro mãos*




poema, músculos pulsantes
palavras traduzem
no peito absoluto o sangue nascente
flui no rio,
o verso singra
e nos moinhos Quixotes
ser som vivo
desemboca na alma o pensamento
ressoa vida vento, o espinho a palavra
então
permaneço como sou
sou poeta, poema músculo.









*parceria c/ josé leite netto


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