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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Hoje roubei uma pedra.


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Hoje roubei uma pedra.
I
Não foi um roubo ou um furto qualquer, de inicio surge o desejo do toque, desejo do cheiro. Toco e cheiro!
Tinha um brilho, legitimo mármore, lembrei-me da Atenas.Fiz-me de pedra em meio a intimação divina. Cuidar Guardar Venerar. Afinal aquela pedra não era para qualquer olho, era para minhas mãos. Era da minha coleção de pequenas grandes coisas valiosas e sem preço.
II
Qual a função do mármore naquela mesa? Será que seria única a função de apoiar a leveza de papeis?
- Não pode!  Como pode? Algo tão valioso de brilho nu e não raro! É minha!
Eu quero essa torre em minhas mãos.
Eu quero eu a tenho.
A pedra que nunca vista torna-se a torre de minha vida.
Logo eu que estou sem documento?!


monaelisa

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